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Mandy Brancalion


Nossa história que por você foi resumida em poucas linhas, do meu lado eu a escrevia em inúmeros parágrafos a prolongando, com todos os detalhes possíveis, podendo ser encontrados nas entrelinhas. Evidentemente não daria certo, mas sabe como são os caminhos traçados pela vida, eles tem um modo engraçado de pensar, criando encontros e desencontros.
Nós, fomos um desencontro. Sofri por tanto tempo, ver outra garota em seus braços sempre me surrou. Vê-la a olhando com olhos apaixonados, como se fosse perfeito para ela.
Senti, senti muito. E além de toda a dor, senti pena, aqueles olhos apaixonados, a cegavam da verdade, aquela verdade que todos enxergam, que já deixei de enxergar, mas agora, vejo limpidamente.
A última vez que escrevi sobre você, deixei explícito, que não sabia se seria a última, mas agora arrebentei todos os nós que me prendiam a você, e afirmo com todas as letras, que essa será a última vez.
Não estou escrevendo para que você saiba o que se passa ou para esfregar na sua cara, estou escrevendo para deixar marcado o dia em que deixei você para trás.
Cansei de sofrer com o passado, temer o futuro e consequentemente estragar o presente.
Quando ficávamos, sempre o achei tão perfeito, dizia que combinávamos acima de tudo, mas pera aí, você nem gosta de Harry Potter, sempre julgou minhas escolhas, e sempre foi tão mente fechada e machista.
Já duvidei se você seria o cara certo para mim, mas agora tenho certeza, você é o cara totalmente errado para mim.
Lhe dei a Via Láctea e recebi Plutão. Eu sempre me entreguei por inteira e de você sempre recebi metades.
Acontece meu Amor, que eu não vivo de metades. Vivi com medo de não ser o suficiente para você, só que nunca percebi, que, você nunca foi o suficiente para mim, nunca teve a capacidade de me fazer transbordar amores, eu fazia isso sozinha, me contentava com tampouco.
O final da história, você continua errado, mas não consegue mais me deixar desconcertada.
Sempre me enxerguei como a pobre coitada, sofrendo por uma ilusão amorosa, mas quer saber? Um pouco de auto estima só faz bem, e você perdeu seu lugar querido.
Não sofro, porque novos amores virão, sempre vem, e você mesmo sabe que outros caras também me querem, acontece que eu te pertencia, hoje não sou de ninguém. Sou apenas da liberdade, e nunca me senti tão bem.
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"Is break and burn and end."

Minha mãe costumava a dizer todo inicio de relacionamento "Cuidado para não se machucar, Luanna." e eu, adolescente, despreocupada e debochada, sempre ria de sua frase.
Afinal, me considerava uma garota independente e esperta, depois de sofrer por tantos caras, e cometer erros atrás de erros amorosos, era tolice não prestar atenção nos detalhes e se magoar.
Ah coitada. Que garota ingenua eu era.
Sinto falta dessa inocência, pensar que aprenderia com os erros, quando na verdade vivo um labirinto com várias entradas ao errado, a mudança é o trajeto, mas sempre leva ao mesmo lugar.
Confesso, ainda não encontrei o caminho certo, e quando eu encontrar, se encontrar, pretendo nunca mais entrar nesse labirinto, nunca mais.
Repetia para mim "Tolos são os que sofrem por amor com medo de ficarem sozinhos! Antes só do que mal acompanhada." me chame de hipócrita se quiser, de duas caras, para mim tanto faz, sei que nunca cumpri essa frase, mas adorava repassar para meus próximos, como se fosse totalmente fiel a ela.
Eu nunca soube o que esperar dos caras por qual me apaixonava, mas o destino traçou um caminho com muitos obstáculos, e toda as vezes que tropeçava neles, sentia a vida rir da minha cara, como se fosse esperado o que acabara de acontecer. As vezes falo "Como não enxerguei isso antes de quebrar a cara?".
Sei que meus relacionamentos são baseados em - conhecer, apegar, iludir-se e perder - juro que sou idiota o suficiente para ter cometido a mesma burrice, com os mesmos tipos de caras, até hoje, pelo menos quatro vezes.
Já é quase esperado, chega a ser monótono a história não dar certo. Brigas, traição, ciúmes e fim.
Eu não quero mais isso, quero viver em paz, sem o coração bater mais forte ao ver seu próximo assassino, a sensação de borboletas no estomago já não é tão boa assim.
A última coisa que eu queria, era ficar sozinha, hoje estou implorando por sossego.

"Que me desculpe o criador da frase
'Você deve encontrar a metade da sua laranja'.
Calma lá, amigo.
Eu nem gosto de laranja."
- Não Se Apega Não
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- José, José... Se você soubesse o que você fez comigo!
Lá estava eu, mais uma vez no quarto esparramada pela cama, cabelos presos por preguiça de escova-los, meias furadas nos calcanhares e uma blusa clara velha, gasta e com manchas de cada dia que eu a usara.
Estava parada daquele jeitinho, fazia muito tempo, batucando o lápis em meu caderno, em branco, ó precioso caderno, nele havia todos meus sentimentos, TODOS, mas ninguém jamais soubera.
Escondia meu dia-a-dia, em personagens e histórias diferentes, porém com os mesmos sentimentos e finais que as minhas... Tudo bem, tudo bem, algumas com o final que eu gostaria que tivesse acontecido na realidade.
Uma coisa, eu só conseguia pensar em uma coisa nesse exato momento, e de modo engraçado, ela que me inspira, e por vez, bloqueia minha inspiração, estou falando da paixão, a senhorita Paixão, que vem bagunçando meus dias, assim como uma brisa forte que entra pela janela e espalha as folhas de algo importante, do qual você não sabia a ordem e agora está de joelhos no chão, tentando se lembrar qual seria o começo de tudo, qual seria a primeira folha.
Essa é a minha situação, está tudo uma bagunça. Meu único pensamentos são os olhos de José, inocentes e castanhos olhos, pelo qual que apaixonei, eles me dizem a verdade mesmo quando sua boca diz mentiras confiáveis. Ele me guia quando estou perdida, seus olhos são a porta para descobrir que realmente é, olhar por baixo da máscara.
Vou dizer que se José por inteiro fosse seus olhos já haveria me casado com sua pessoa. Que pessoa maravilhosa esse homem seria. O príncipe encantado em seu cavalo negro. O meu sonho.
Pena que eu sonho demais, e a imagem que criei de José sobre seus olhos é ilusório. Cada vez mais decepções. Sempre esperei mais dele, e agora... Espero menos. Eu realmente não queria, mas foram medidas mais que necessárias, já que o troco que dou a cada tombo que ele me causa não equivale a um quarto dos danos causados em mim.
Fernanda estava certa quando me avisou sobre ele, fui inocente o suficiente para acreditar que daria certo, tola o bastante para achar que ele mudaria, por mim, por nós.
Sinto vergonha de mim, acreditei em uma mentira, uma mentira da qual já sabia a verdade, e agora? O que me resta? Dias sem inspirações, textos pobres cheios de você e nada de nós.

“ Confundia amor
com pranto

amava pouco

sofria tanto”
- Fabrício Garcia
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Quando você pensa que está indo para o caminho certo e estável, abre bem os olhos, você pode perfeitamente continuar em cima da corda bamba que é a vida, a qualquer momento você poderá cair, o seu "estar bem" na verdade é apenas um momento de equilíbrio, logo acabará, voltará as dificuldades, nada indica que você está em terra firme, que já pode caminhar sem se preocupar, sem medo, sem cair...
Tudo está confuso, mais um vez, como sempre, pra variar, diga o que quiser, como preferir... Minha vida se parece com uma roleta russa, onde a chance de eu me dar bem é mínima e estou só no aguardo para me ferrar novamente, cansei desse sentimento sabe?
Cada vez mais complicado, quem diria que você poderia fazer uma bagunça dessa dentro de mim? Tirar o meu sono, aquele pelo qual prometi que ninguém nunca me tiraria.
Certamente eu já sabia que você era problema quando te encontrei, vi com os meus próprios olhos, vi um coração ser despedaçado pela suas mãos, presenciei com minha carne e osso. Por ironia do destino, vida ou azar, chame do que quiser, eu dei as caras, fui atrás de você, pois seu jeito de me olhar me deixou intrigada, quis saber mais, e comecei a depender de você, do seu sorriso, e das suas palavras que agora não servem para nada, nem mais para me fazer sorrir.
Me enrolei em seus braços de modo que não consegui mais sair, fiquei presa no nó que eu mesmo atei.
Ao seu lado me sinto a beira do precipício, sei que tudo tem seu risco, mas eu já sabia que a brisa lá em cima é boa, mas que quando ela acabasse eu iria cair, desprevenida e iludida.
Quando eu perceber será tarde.
Tarde demais para colocar Band-Aids nos machucados, tarde demais para colar os pedaços tarde demais para me proteger da realidade...
Quando eu perceber será tarde.
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Mandy Brancalion (@mandy.oca). Dezoito anos, adolescente atípica alternativa, apaixonada pela vida, viciada em sorvete.
Quer ser uma sereia com uma pitadinha de gótica quando crescer.
Cry Baby, fã de MPB e Indie. Fotógrafa, que cursa Modelagem de Vestuário, e quer ser estilista independente.
Sonhadora positivista, colecionadora de versilharias de apaixonados amargurados.

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