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Mandy Brancalion



Minha bagunça, eu nunca consegui organiza-la, já tentei a colocar, em cores, ordem alfabética, por mais procurados, e não, nada disso nunca adiantou, tudo sempre volta para a mesma insanidade.
Por isso concluí que a vida deve ser levada como quer... Plantas perto da janela, todos os cobertores em cima da cama, sutiã em cima do ventilador, nada disso vai mudar a bagunça, nem a garota lá fora, nem as árvores através da janela, muito menos a garrafa de Jack Daniel's vazia, em cima da escrivaninha. 
Minha câmera não vejo há uns dias, os pinceis, e tintas estão esparramados pelo chão, assim como meu sangue, que me tirou aquele domingo, me cortando ao meio, com a frieza que corria em suas veias, e a indiferença que bombeava seu coração. É cada vez mais difícil acreditar em reciprocidade, ou responsabilidade afetiva, você me tirou tudo, inclusive minha inspiração para escrever qualquer merda! Duas ou três palavras, não tão boas, Cage The Elephant, e um olhar vago para fora, é assim que estou tentando levar esse texto, em uma tentativa banal de me encontrar novamente, já que me levou em seu bolso, sem me avisar para onde estava se mudando.
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"Não é possível ser esperto, inteligente e ao mesmo tempo, amar!"
É engraçado o jeito que colocamos as coisas quando estamos apaixonados. O mundo ganha uma nova perspectiva, passamos a ser melodramáticos e teatrais.
Ganhamos uma disposição melindre aos nossos dias, fazendo o que antes eram pequenos detalhes, se passarem por um lindo filme indie, como uma simplória gota de orvalho escorrendo até a pontinha de uma folha verde.
Como se tudo minimalista se tornasse uma explosão de cores, e lhe trouxesse um sentimento inovador e revolucionário.
Particularmente acho muito interessante, costumo estudar os apaixonados em meus horários livres, são como uma nova raça, superior ou inferior - deixo isso ao mercê de sua decisão - aos seres humanos.
Os atos de amor vem cada vez mais sendo atos de rebeldia, pois estamos na geração gelada, que o cérebro prevalece, somos frios e calculistas, não queremos filhos, não queremos casamentos, não queremos nenhum envolvimento com nenhuma pessoa. Nessa época, é o egoísmo que está acima das boas coisas, tão presente, que nem dividir os nossos corações queremos, inventando desculpas banais para não revelar nossos defeitos e medos, de nos decepcionarmos mais, do que nos decepcionamos com nós mesmos todos os dias.
Acontece que cada vez mais invertemos as coisas, e defeitos passam a ser qualidades, e vice e versa, temos medo de assumir sentimentos, mas, ao partir uma pessoa ao meio com palavras estupidas rimos e queremos divulgar o quão superiores somos.
O ponto a se pensar é que não somos superiores a nada, somos tão inúteis nesse universo quanto nomear cada grão de areia, sendo que ninguém nunca saberá todos. Por favor, discorram sobre isso sozinhos em sua mente, com calma e capricho... Parece que estamos na geração vagabundos e babacas.
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Nossa história que por você foi resumida em poucas linhas, do meu lado eu a escrevia em inúmeros parágrafos a prolongando, com todos os detalhes possíveis, podendo ser encontrados nas entrelinhas. Evidentemente não daria certo, mas sabe como são os caminhos traçados pela vida, eles tem um modo engraçado de pensar, criando encontros e desencontros.
Nós, fomos um desencontro. Sofri por tanto tempo, ver outra garota em seus braços sempre me surrou. Vê-la a olhando com olhos apaixonados, como se fosse perfeito para ela.
Senti, senti muito. E além de toda a dor, senti pena, aqueles olhos apaixonados, a cegavam da verdade, aquela verdade que todos enxergam, que já deixei de enxergar, mas agora, vejo limpidamente.
A última vez que escrevi sobre você, deixei explícito, que não sabia se seria a última, mas agora arrebentei todos os nós que me prendiam a você, e afirmo com todas as letras, que essa será a última vez.
Não estou escrevendo para que você saiba o que se passa ou para esfregar na sua cara, estou escrevendo para deixar marcado o dia em que deixei você para trás.
Cansei de sofrer com o passado, temer o futuro e consequentemente estragar o presente.
Quando ficávamos, sempre o achei tão perfeito, dizia que combinávamos acima de tudo, mas pera aí, você nem gosta de Harry Potter, sempre julgou minhas escolhas, e sempre foi tão mente fechada e machista.
Já duvidei se você seria o cara certo para mim, mas agora tenho certeza, você é o cara totalmente errado para mim.
Lhe dei a Via Láctea e recebi Plutão. Eu sempre me entreguei por inteira e de você sempre recebi metades.
Acontece meu Amor, que eu não vivo de metades. Vivi com medo de não ser o suficiente para você, só que nunca percebi, que, você nunca foi o suficiente para mim, nunca teve a capacidade de me fazer transbordar amores, eu fazia isso sozinha, me contentava com tampouco.
O final da história, você continua errado, mas não consegue mais me deixar desconcertada.
Sempre me enxerguei como a pobre coitada, sofrendo por uma ilusão amorosa, mas quer saber? Um pouco de auto estima só faz bem, e você perdeu seu lugar querido.
Não sofro, porque novos amores virão, sempre vem, e você mesmo sabe que outros caras também me querem, acontece que eu te pertencia, hoje não sou de ninguém. Sou apenas da liberdade, e nunca me senti tão bem.
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Em um dia uma paixão não correspondida, no outro completos apaixonados, semana seguinte dois estranhos que se conhecem muito bem.
É curioso o modo como isso aconteceu, foi tudo tão esperado, mas inesperado ao mesmo momento. 
Estou escrevendo mais uma vez sobre você, não prometo que será a última, mas talvez botar pra fora me ajude a me livrar de vez desses resquícios de você no meu coração.
Finalmente estou deixando de transbordar amores por você. Estou deixando de sentir ciúme. Me deixando de importar... Finalmente! 
Sim, eu ainda acompanho cada passo seu com o olhar, mas eu acho que agora é mais costume do que necessidade. 
Apesar de tantos "finalmentes" que dou por dia, eu realmente acho que o fato de não ter lhe dado as costas completamente é medo, medo de colocar um ponto final em nossa história, porque nunca quis que ela houvesse acabado, não de maneira tão tola e banal, mas não posso fazer nada a respeito.
Minha complicação atual, é que, eu não sei lidar com esse medo, eu não te amo, não mais, eu amo nossas boas lembranças, apenas elas.
Siga caminho em frente. É o que todos me dizem, e eu realmente faço isso, estou fazendo isso, mas sua sombra ainda me assombra.
Não vejo a hora de chegar ano que vem. Não o verei mais na escola, e finalmente poderei me apaixonar pela pessoa que venho tentando, não literalmente claro, ninguém escolhe a quem se apaixonar, mas o que quero dizer, é que a única coisa que me impede de mergulhar de cabeça nesse novo cara é você, que ainda insiste em marcar presença em meus dias.
Ao contrário de outras histórias desejo que seja feliz, muito feliz, não adianta guardar mágoas não é mesmo? Eu nem tenho uma razão racional para guardar mágoas de você. Você não fez nada de errado, nem eu, mas me devia explicações. Passou, não devo mais cobrá-las, porque tudo que eu podia ter feito e não fiz por orgulho você também poderia ter feito.
Estou escrevendo apenas para te avisar que finalmente estou pronta para recomeçar, por mais que ainda haja medo, eu irei recomeçar, uma nova história, aquela que não existe nós, nem você.
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About me



Mandy Brancalion (@mandy.oca). Dezoito anos, adolescente atípica alternativa, apaixonada pela vida, viciada em sorvete.
Quer ser uma sereia com uma pitadinha de gótica quando crescer.
Cry Baby, fã de MPB e Indie. Fotógrafa, que cursa Modelagem de Vestuário, e quer ser estilista independente.
Sonhadora positivista, colecionadora de versilharias de apaixonados amargurados.

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